“A Filha das Matas…” – Filha das Flores.

A Filha das Flores Vanessa da Mata é uma das vozes mais potentes e singulares da Música Popular Brasileira contemporânea. Nascida em Alto Garças, no interior de Mato Grosso, ela carrega em sua trajetória artística e humana as marcas de um Brasil profundo, diverso, sensível e, muitas vezes, invisibilizado pelos grandes centros culturais. Sua obra transcende fronteiras regionais e dialoga com o universal, sem jamais romper com suas raízes. Na MPB, Vanessa da Mata representa uma artista completa: compositora, intérprete e pensadora de si mesma e do mundo. Sua musicalidade é marcada por uma fusão delicada entre o popular e o sofisticado, entre o afeto e a crítica social, entre a leveza melódica e a densidade das palavras. Ao longo de sua carreira, construiu um repertório que fala de amor, de desigualdade, de pertencimento, de liberdade e, sobretudo, de humanidade. Para nós, em Mato Grosso, Vanessa é mais do que uma cantora reconhecida nacional e internacionalmente. Ela é símbolo de afirmação cultural, de resistência e de possibilidade. Sua presença no cenário da MPB rompe estigmas e reafirma que o centro do país também produz arte de altíssimo nível, com identidade própria e voz autoral. É nesse contexto que Filha das Flores se apresenta como uma obra que vai além do romance autobiográfico. O livro revela uma narrativa atravessada por filosofia, memória e sensibilidade feminina. Ao contar sua história, Vanessa da Mata não apenas revisita o passado, mas propõe uma reflexão profunda sobre existir, resistir e florescer em meio às adversidades. A flor, aqui, não é apenas símbolo de delicadeza, mas de força, de reinvenção e de permanência. Há na obra um diálogo silencioso e constante com a filosofia da vida: o sentido do sofrimento, a construção da identidade, o valor da liberdade e a ética do cuidado consigo e com o outro. Vanessa escreve como quem compõe música — com ritmo, pausas, silêncios e emoção — e essa musicalidade acompanha o texto como uma trilha invisível, conduzindo o leitor por caminhos de dor, superação e autoconhecimento. Filha das Flores é, acima de tudo, o retrato de uma mulher que traçou sua trajetória muitas vezes sozinha, enfrentando desigualdades sociais, perdas familiares e os desafios impostos às mulheres que ousam ocupar espaços de poder simbólico e artístico. Sua história é marcada por luta e resistência, mas também por coragem, sensibilidade e afirmação de si. Ao transformar sua própria vida em narrativa, Vanessa da Mata oferece mais do que um relato pessoal: entrega uma obra que dialoga com muitas outras mulheres, especialmente aquelas que, como ela, precisaram aprender a florescer em terrenos áridos. Sua voz — na música e na literatura — segue sendo um convite à reflexão, à escuta e à valorização das histórias que nascem fora dos centros, mas ecoam para o mundo. Assim, Filha das Flores consolida Vanessa da Mata não apenas como uma grande artista da MPB, mas como uma mulher que pensa, sente e escreve o seu tempo, deixando um legado que inspira, provoca e transforma. Veja também: Quem foi a Ruth Marques Corrêa da Costa?? Mulheres que mudaram a HISTÓRIA de Mato Grosso Mulheres quilombolas Matogrossenses Afinal, quem foi Teresa de Benguela?
Quem foi a Ruth Marques Corrêa da Costa??

Ruth Marques Corrêa da Costa: uma trajetória que inspira gerações O Prêmio Estadual Ruth Marques Corrêa da Costa carrega, em seu nome, a história e o legado de uma mulher que marcou profundamente a educação e a luta por justiça social em Mato Grosso. Ruth Marques Corrêa da Costa foi uma mulher simples em sua forma de viver, mas imensa em sua contribuição à sociedade, deixando uma herança de compromisso, solidariedade e defesa dos direitos humanos, especialmente das mulheres. Educadora por vocação, Ruth dedicou grande parte de sua vida ao magistério, atuando como diretora da Escola Bernardina Rich por 19 anos e como supervisora em diversas escolas da capital. Seu olhar atento à educação como ferramenta de transformação social a levou também a fundar a Associação de Professores Primários de Mato Grosso, entidade que deu origem ao atual SINTEP/MT, sendo presidenta de sua primeira gestão. Essa atuação pioneira consolidou seu papel como referência na organização e valorização da categoria docente no estado . Além de sua trajetória na educação pública, Ruth Marques foi proprietária do Colégio Santa Cecília, onde, por uma década, concedeu bolsas de estudo a crianças carentes, reafirmando na prática seu compromisso com a inclusão social e a igualdade de oportunidades. Sua atuação extrapolou os muros da escola, alcançando também o apoio direto a mulheres em situação de vulnerabilidade, sempre guiada por um profundo senso de responsabilidade humana e social Dar nome a este prêmio é, portanto, mais do que uma homenagem: é um ato de reconhecimento histórico. Ruth Marques representa milhares de mulheres que, muitas vezes de forma silenciosa, contribuíram decisivamente para a construção de Mato Grosso, do Brasil e de uma sociedade mais justa. Seu legado permanece vivo ao inspirar novas gerações de mulheres que atuam na promoção dos direitos humanos, no enfrentamento às desigualdades e na construção de uma cultura de paz e respeito às diferenças. Ao celebrar o Prêmio Estadual Ruth Marques Corrêa da Costa, o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher reafirma seu compromisso com a valorização das mulheres, com o protagonismo feminino e com a memória de trajetórias que transformam realidades. Ruth Marques segue presente, não apenas como nome de um prêmio, mas como símbolo de coragem, cuidado e esperança. Veja também: Laço Branco: Homens de Respeito, RESPEITAM. Premiação Ruth Marques: Premiadas em 2025 Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres 5ª Conferência Estadual de Mulheres de Mato Grosso Mulheres que mudaram a HISTÓRIA de Mato Grosso Mulheres quilombolas Matogrossenses
Mulheres que mudaram a HISTÓRIA de Mato Grosso

Mulheres que mudaram Mato Grosso Quando lembramos das mulheres que transformaram o Mato Grosso, revisitamos páginas da história que revelam coragem, resistência e ousadia. Um dos nomes mais emblemáticos é Teresa de Benguela, a Rainha do Quilombo do Quariterê, que liderou homens e mulheres na luta contra a escravidão, construindo um dos maiores símbolos de resistência negra do Brasil. Também se destaca Francisca de Souza, que mesmo em tempos difíceis enfrentou preconceitos e abriu espaço para outras mulheres em sua comunidade. Outra figura notável é Maria do Rosário, cuja determinação foi decisiva em movimentos sociais que ajudaram a moldar o estado. Essas trajetórias não podem ser esquecidas, porque abriram portas para que outras mulheres, em diferentes épocas, pudessem ocupar lugares de poder, voz e decisão. E se olharmos para a história recente, vemos também mulheres do povo, como as agricultoras familiares de Juscimeira, Cáceres e tantas regiões do interior, que em silêncio e trabalho árduo sustentaram famílias e comunidades inteiras. Reconhecer o passado é também honrar o presente e, sobretudo, inspirar o futuro. Elas são responsáveis por manter viva a memória de seus ancestrais e lutar diariamente por políticas que garantam dignidade, acesso à terra, saúde e educação. Dar visibilidade a essas vozes é um ato de reconhecimento e de justiça histórica. Veja também: Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres dezembro 27, 2025 5ª Conferência Estadual de Mulheres de Mato Grosso dezembro 27, 2025 Mulheres quilombolas Matogrossenses setembro 5, 2025 Afinal, quem foi Teresa de Benguela? julho 25, 2025 2ª Conferência de Mulheres na Economia Solidária maio 6, 2025 O ORÇAMENTO MULHER: Garantia de Políticas Públicas. maio 6, 2025
Liderança Feminina Atual em Mato Grosso.
Liderança Feminina Atual em Mato Grosso No cenário atual, Mato Grosso conta com mulheres que têm feito da sua própria trajetória um instrumento de transformação social. O prêmio é uma das mais importantes iniciativas de valorização e reconhecimento das mulheres que contribuem para a defesa e promoção dos direitos humanos em Mato Grosso. Sua patrona, Ruth Marques Corrêa da Costa, dedicou sua vida ao magistério, foi diretora da Escola Bernardina Rich por 19 anos, exerceu cargos de supervisão em diversas escolas da Capital e ajudou a fundar a Associação de Professores Primários de Mato Grosso, que deu origem ao SINTEP/MT. Ruth também apoiou crianças carentes e mulheres em situação de vulnerabilidade, sendo um exemplo de representatividade feminina. Mas não é apenas em grandes espaços institucionais que a liderança feminina se revela. Nomes como o de Dona Domingas, da Comunidade Quilombola de Mata Cavalo, também nos inspiram. Mulher do povo, com raízes fincadas na luta pela terra e pela preservação da cultura quilombola, Dona Domingas representa a força coletiva que brota do cotidiano. Ao lado de tantas outras lideranças invisibilizadas, ela demonstra que a mudança também nasce nos territórios, nos quintais e nas comunidades. Juntas, Roseli e Domingas mostram que a força das mulheres é múltipla, diversa e profundamente transformadora. Veja também: Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres dezembro 27, 2025 5ª Conferência Estadual de Mulheres de Mato Grosso dezembro 27, 2025 Mulheres que mudaram a HISTÓRIA de Mato Grosso setembro 18, 2025 Mulheres quilombolas Matogrossenses setembro 5, 2025 Afinal, quem foi Teresa de Benguela? julho 25, 2025 2ª Conferência de Mulheres na Economia Solidária maio 6, 2025