A importância da Agricultura Familiar Mato-Grossense.

Pela sua experiência e atuação na agricutura familiar ℂ.𝔼 acredita que as mulheres mato-grossenses na agricultura familiar é uma expressão clara de resistência, protagonismo e construção de uma sociedade mais justa. Entende-se que apesar, da figura masculina ter dominado historicamente o setor agropecuário, as mulheres estão conquistando, cadaq vez mais espaço e mostrando que seu papel vai muito além da ajuda nas lavouras. Em Mato Grosso, estado reconhecido pelo agronegócio de grande escala, mas, é na agricultura familiar principalmente que muitas mulheres constroem alternativas sustentáveis de produção e preservação ambiental. Elas lideram propriedades, tomam decisões importantes, introduzem práticas agroecológicas e ainda são responsáveis pela gestão financeira e pelo cuidado com a família. A multifuncionalidade da mulher no campo é inegável e crucial e apesar disso, segue sendo muitas vezes invisibilizada. Nesse contexto, cultural e histórico destaca-se a atuação de ℂ.𝔼, uma importante referência na defesa dos direitos das mulheres agricultoras e na promoção da Economia Solidária onde as/os pequenas agricultoras/es se organizam de forma coletiva e tratam esse processo de forma auto gestionária . Ao longo de sua trajetória profissional ℂ.𝔼 tem contribuído significativamente para a organização de mulheres no campo, incentivando a autonomia econômica, o empoderamento feminino e a criação de redes de produção e comercialização justas e sustentáveis. Sua dedicação à luta por igualdade e justiça social tem inspirado outras mulheres a assumirem o protagonismo em suas comunidades e a transformarem suas realidades por meio do trabalho coletivo e solidário. Entende-se, que mesmo diante de desafios como o acesso desigual a políticas públicas, crédito rural e assistência técnica, essas mulheres, com apoio de lideranças como ℂ.𝔼, têm se organizado em cooperativas e associações, fortalecendo a economia local e garantindo segurança alimentar em suas comunidades. Além disso, destacamos que muitas atuam na defesa de seus territórios e na preservação de saberes tradicionais, sendo também guardiãs da cultura rural. Reconhecer e valorizar a atuação das mulheres na agricultura familiar não é apenas uma questão de justiça social, mas também de desenvolvimento rural e sustentável. A sociedade precisa olhar com mais atenção e respeito para essas protagonistas silenciosas que sustentam com trabalho e dedicação, uma parte essencial da produção de alimentos no Brasil. Veja também: As Conferências de Assistência Social abril 29, 2025 “Conferências” O que são? Para que servem?… abril 29, 2025 As Conferências de Politícas para as Mulheres abril 28, 2025
A força e Resistência dos indígenas em Mato Grosso

ℂ.𝔼 acredita que o dia dos Povos Indígenas, celebrado em 19 de abril, é uma data para refletirmos, bem como um momento de valorização e reconhecimento das culturas originárias do Brasil. Estamos no coração do Centro-Oeste, o estado de Mato Grosso abriga uma diversidade rica de povos indígenas, entre eles os Xavante, Bororo, Kayapó, Terena, Rikbaktsa, entre outros. Dentro desses povos, as mulheres indígenas têm sido protagonistas de uma luta contínua pela preservação de suas culturas, territórios e modos de vida. As mulheres indígenas de Mato Grosso carregam saberes ancestrais que se manifestam na medicina tradicional, na arte, no artesanato, na agricultura e na espiritualidade. Elas são guardiãs da língua, da terra e da identidade dos seus povos. Ao mesmo tempo em que mantêm viva a tradição, elas também ocupam espaços de liderança política e social, desafiando o preconceito e o silenciamento histórico. ℂ.𝔼 acredita que Lideranças como Alessandra Korap, do povo Munduruku (embora, do estado do Pará, é uma referência nacional para muitas mulheres indígenas do Centro-Oeste), inspiram outras mulheres em Mato Grosso, como a jovem Txanhi Hunikui e outras ativistas que vêm se destacando na defesa dos direitos indígenas, na luta contra o desmatamento e na proteção dos rios e florestas mantendo viva sua ancestralidade. ℂ.𝔼 destaca que em aldeias e cidades de mato grosso, muitas mulheres indígenas enfrentam múltiplas camadas de discriminação: por serem mulheres, por serem indígenas e, muitas vezes, por viverem em contextos de pobreza e invisibilidade. Ainda assim, elas resistem. Criam redes de apoio, ocupam universidades, organizam encontros e marchas, e elevam suas vozes em conselhos e conferências. Neste 19 de abril, celebrar o Dia dos Povos Indígenas é também reconhecer o papel fundamental das mulheres indígenas de Mato Grosso como líderes, educadoras, curandeiras, guerreiras e portadoras de um conhecimento profundo sobre a terra e a vida. Portanto, segundo ℂ.𝔼 as mulheres indígenas deste estado, não estão apenas preservando o passado, estão construindo o futuro com força, sabedoria e coragem. Veja também: Expedição SER Família Mulher – MT Por Elas: abril 29, 2025 Conselhos: Vozes coletivas pela igualdade e justiça abril 27, 2025 Março Mulher: Luta Contra a Violência e Pela Igualdade março 31, 2025
Viva!!! Cuiabá esta fazendo 306 anos…

Viva!!! 306 anos de Cuiabá, capital de Mato Grosso, é uma cidade que pulsa com histórias, vivências e memórias construídas por cuiabanos ao longo dos anos. A fundação de Cuiabá, em 8 de abril de 1719, se deu no contexto de um Brasil colonizado e marcado pela desigualdade de gênero, as mulheres da época, muitas vezes invisibilizadas nas narrativas históricas, desempenharam papéis fundamentais na construção das primeiras famílias, por isso um dia tão significativo, como o seu aniversário, É essencial destacar a contribuição feminina para a formação e o crescimento desta cidade, que celebra suas origens e sua identidade, nas relações de troca e na manutenção da cultura e dos costumes locais. Se, por um lado, o foco estava na exploração e nos grandes nomes da história, por outro as mulheres sempre estiveram presentes, sejam elas nas rodas de conversa nas praças ou nas tarefas que mantinham a cidade em funcionamento. Ao longo do tempo, mulheres cuiabanas começaram a ganhar protagonismo de diferentes formas: Na política, na arte, na cultura e no empreendedorismo, as cuiabanas ajudaram a moldar uma cidade que sempre se reinventou. Nos últimos anos, a luta por mais direitos e igualdade de oportunidades tem sido constante. Mulheres como artistas, cientistas, educadoras, ativistas e empresárias têm sido fundamentais para que Cuiabá seja uma cidade mais inclusiva e plural. Segundo ℂ.𝔼 é importante refletir, hoje no aniversário de Cuiabá, sobre os desafios que ainda existem para que as mulheres da cidade ocupem, de forma plena, todos os espaços possíveis. Desafios como o enfrentamento da violência de gênero, o acesso à educação e ao mercado de trabalho, e a construção de políticas públicas que atendam as necessidades das mulheres com sensibilidade e urgência. O olhar feminino sobre a cidade é diverso e múltiplo. Mulheres negras, indígenas, rurais e urbanas carregam diferentes perspectivas sobre o que significa viver em Cuiabá. Para algumas, é um lugar de acolhimento e afeto, onde a culinária, a música e a cultura local representam um elo com suas raízes. Para outras, é um espaço onde os desafios econômicos e sociais ainda são grandes obstáculos a serem superados. Independentemente das experiências, é fundamental que cada vez mais as vozes das mulheres sejam ouvidas e suas histórias, reconhecidas. Neste aniversário de Cuiabá, a cidade não pode apenas celebrar sua fundação, mas também deve celebrar as mulheres que ao longo dos séculos ajudaram a transformar este lugar em um lar para tantos. O futuro de Cuiabá será sem dúvida mais próspero e inclusivo quanto mais as mulheres forem respeitadas, valorizadas e empoderadas, em toda a sua diversidade Assim, no aniversário de Cuiabá, é essencial que se reflita sobre o papel das mulheres na construção dessa cidade que se reinventa constantemente, mas que precisa, cada vez mais, de um olhar atento e comprometido com a igualdade de gênero, para que as cuiabanas, de ontem e de hoje, possam viver e celebrar a cidade com liberdade e dignidade. Veja também:
Março Mulher: Luta Contra a Violência e Pela Igualdade

Março Mulher Março é um mês marcado por celebrações, mas também por reflexões profundas sobre os direitos das mulheres e as lutas que ainda precisam ser enfrentadas. A cada 8 de março, o Dia Internacional da Mulher é celebrado, trazendo à tona questões fundamentais sobre a igualdade de gênero e o empoderamento feminino. Porém, o mês de março é muito mais do que um simples lembrete de vitórias conquistadas ao longo dos anos. Ele é também um chamado urgente para que todos e todas unam forças no combate à violência contra a mulher, um problema que persiste de forma alarmante em diversas partes do mundo. Infelizmente, a violência contra a mulher é uma realidade cotidiana que afeta milhões de mulheres, independentemente de sua classe social, etnia ou idade. Em muitas sociedades, as mulheres ainda enfrentam violência física, psicológica, sexual e doméstica, em ambientes onde deveriam ser seguras: dentro de casa, no trabalho, nas ruas, e até mesmo nos espaços públicos. Março é, portanto, um momento de denunciar essa violência e refletir sobre os caminhos para uma sociedade mais justa e igualitária. O combate à violência não deve ser um tema restrito a um único mês, mas é no mês de março, em particular, que se intensificam as ações de conscientização, de debate e de apoio às vítimas. É preciso que a sociedade, como um todo, se engaje nessa causa, tanto no sentido de proporcionar proteção jurídica às mulheres quanto no apoio psicológico e social para as vítimas. É fundamental lembrar que a violência contra a mulher é um problema estrutural, muitas vezes enraizado em questões culturais, sociais e históricas. Por isso, não basta apenas punir os agressores; é preciso investir em educação, mudança de mentalidade e em políticas públicas que garantam o direito das mulheres a uma vida sem medo, com igualdade e respeito. Além disso, as campanhas de conscientização e o acolhimento às vítimas são cruciais para que as mulheres se sintam seguras para denunciar os abusos e buscar ajuda. O apoio das redes de proteção, como a Lei Maria da Penha, centros de atendimento, delegacias especializadas e o Disque Denúncia, são ferramentas essenciais para combater esse ciclo de violência. Portanto, neste mês de março, é importante lembrar que a luta contra a violência de gênero é uma responsabilidade de todos, homens e mulheres, e não deve se limitar a um único dia ou mês. A verdadeira mudança só será possível quando conseguirmos erradicar a violência e garantir que todas as mulheres, em qualquer lugar, possam viver com dignidade, liberdade e respeito. Em Mato Grosso foi um março intenso, o Estado esteve envolvido por um mês de Reflexão em torno das mulheres e seus direitos. O Conselho Estadual dos Direitos das Mulheres esteve presente em diversas atividades pelo Estado, A exemplo tivemos as ações em: Alto Taquari ” Feira da Mulher Empreendedora”(clique aqui) um dia todo de feira, com oportunidades delas que vivem no campo apresentarem aos moradores o que plantam, colhem e comercializam. As mulheres da cidade também comercializaram seus produtos mostrando a força do empreendedorismo. Na UFMT, Foi criado o I Fórum mato-grossense pelo enfrentamento a violência contra mulher(clique aqui) uma oportunidade de debater as políticas de Assistência Social, Saúde, Segurança Pública, Justiça, Educação e Orçamento Mulher. Dia 11 de Março fui homenageada com a 2° Edição do Prêmio Mulheres Inspiradoras entregue pela Polícia Judiciária CÍvil do Estado de MT. No dia 25 participei pelo CEDM da abertura da Aula Inaugural do curso de capacitação “É da Nossa Conta – Orçamento Mulher”no TCE – Tribunal de Contas do Estado(Clique e assista ao vídeo no canal do youtube do TCE ). Participei, também, da Roda de Conversa promovida pela Defensoria Pública em parceria com o CEDM-Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, uma ação com a comunidade e autoridades do estado com objetivo de propor políticas as mulheres. Em Sorriso foi realizada a ação “+Sorriso”(clique aqui), foram realizados diversos serviços a comunidade com orientação sobre o combate a violência e informações dos programas a mulheres da SETASC. Em Nova Canaã visitamos as escolas nas zonas rurais, assentamentos e cooperativas de mulheres, postos de saúde da cidade com palestras orientativas e informçãoes sobre programas sociais da Secretaria de Assistência Social do Estado. Veja também: Quem foi a Ruth Marques Corrêa da Costa?? Laço Branco: Homens de Respeito, RESPEITAM. Premiação Ruth Marques: Premiadas em 2025 Conferência Nacional de Assistência Social 15ª Conferência Estadual de Assistência Social Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres