Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres

Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres Eu narro com muito orgulho a participação de Mato Grosso na Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, realizada de 29 de setembro a 1º de outubro, no Centro Internacional de Convenções do Brasil – CICB, Brasilidade, em Brasília. Estar presente nesse espaço foi reafirmar o compromisso do nosso Estado com a democracia, com a participação social e com a construção coletiva das políticas públicas para as mulheres brasileiras.Mato Grosso esteve representado por 61 mulheres delegadas, eleitas nas Conferências Estaduais e Conferências Livres, expressando a pluralidade das mulheridades do nosso Estado. Pela primeira vez, Mato Grosso chegou a uma Conferência Nacional com essa expressiva e diversa delegação, composta por mulheres indígenas, negras, mulheres da terceira idade, mulheres diversas, mulheres do campo, das águas e das florestas, refletindo a realidade e os territórios do nosso Estado.O objetivo central da Conferência foi a construção do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, fortalecendo o papel do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, com a definição de um Protocolo Nacional claro e estruturado. Os debates tiveram um olhar atento e necessário para as mulheres refugiadas e apátridas, para o respeito entre os entes federados e para o enfrentamento cotidiano aos preconceitos que ainda marcam a vida das mulheres: a discriminação, o pré-conceito, a misoginia, o ataque ao feminismo e as múltiplas violências vividas por mulheres em suas diversidades e nos diferentes biomas do Brasil.Nossa presença marcou a continuidade histórica da luta das mulheres, dialogando diretamente com as Conferências Nacionais de 2004, 2007, 2011 e 2016. Em 2025, após dez anos sem a realização de uma Conferência Nacional, este encontro representou um marco histórico para a retomada da participação social e da construção democrática das políticas públicas para as mulheres.Durante a Conferência, vivenciamos momentos simbólicos e políticos de grande relevância, como a leitura de duas cartas públicas: uma denunciando os atos de racismo e outra reafirmando o compromisso contra a transfobia. Houve também o lançamento da revista “Mulheres em Clima” e a apresentação de um Guia voltado às Travestis e Mulheres Trans, abordando as legislações, os direitos e o enfrentamento à discriminação.Foram debatidas e aprovadas diversas deliberações, moções e propostas, entre elas a proposição da criação de um Fórum Nacional da Pessoa com Deficiência, reafirmando que todas as mulheridades brasileiras precisam estar contempladas nas políticas públicas. Ao final, construímos coletivamente a Carta de Brasília, documento político que expressa as demandas e os compromissos assumidos nacionalmente.A Conferência contou com a presença de cerca de 70% dos Ministérios, como os Ministérios das Mulheres, da Cultura, da Igualdade Racial, entre outros, além de senadoras, deputados, alguns governadores, movimentos sociais e militantes. O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do ato de abertura, juntamente com a Primeira-Dama Janja, reafirmando o compromisso do Governo Federal com a agenda das mulheres.Momentos importantes também marcaram o evento, como a assinatura do termo de cooperação entre o Ministério das Comunicações para Inclusão Digital, e o Ministério do Trabalho e Emprego, voltado à construção e implementação de políticas de emprego para mulheres em situação de violência. Destaco ainda a Lei nº 437/2025, que institui o Programa de Políticas para Mulheres, o edital para doação de veículos aos municípios brasileiros, e a Resolução Conjunta entre o CONANDA e o CNDM – “Criança não é Mãe”.Foram trabalhadas 15 propostas macro, vindas de todas as regiões do Brasil, organizadas por eixos temáticos específicos, fruto de um intenso processo de escuta, debate e construção coletiva. Mato Grosso esteve presente em todas essas discussões, com o apoio do Governo do Estado, por meio da SETASC, em articulação com o Ministério das Mulheres, que conjuntamente subsidiaram a participação das delegadas de todo o país, com um olhar especial para as mulheres do campo, das águas e das florestas, que se organizaram de forma livre em suas conferências regionais e municipais.Durante a Conferência, também tivemos a oportunidade de dialogar com parlamentares estaduais, fortalecendo articulações e construindo caminhos para ampliar e consolidar ações e políticas públicas para as mulheres em Mato Grosso.Nossa delegação saiu de Mato Grosso no dia 27 de setembro, em uma longa viagem de ônibus. Foi cansativa, mas carregada de força, esperança e compromisso com um Brasil que respeita as mulheres. Desde o credenciamento, passando pelos trabalhos em grupos, debates por eixos temáticos, apresentações culturais e espaços de diálogo proporcionados pela organização, tudo enriqueceu profundamente o processo conferencial. As trocas de experiências, os encontros entre culturas, as conversas sobre culinária, territórios, transportes e realidades diversas fizeram dessa vivência algo histórico e transformador.Enquanto presidenta do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, afirmo com responsabilidade e orgulho que, em minha gestão, o Conselho articulou, garantiu e assegurou o direito de participação de todas as mulheres eleitas como delegadas. Os registros comprovam esse compromisso com a democracia participativa.Enfim, Mato Grosso só ganha com essa participação histórica. O Conselho Estadual também se fortalece ao construir essa dinâmica conferencial junto ao colegiado e às mulheres mato-grossenses, em um processo democrático, participativo e coletivo. Eu me sinto profundamente honrada e orgulhosa de, em minha gestão, conduzir e vivenciar esse momento histórico de construção coletiva das políticas públicas para as mulheres.Grata. Veja também: Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres 5ª Conferência Estadual de Mulheres de Mato Grosso Mulheres quilombolas Matogrossenses Afinal, quem foi Teresa de Benguela? 2ª Conferência de Mulheres na Economia Solidária O ORÇAMENTO MULHER: Garantia de Políticas Públicas.
5ª Conferência Estadual de Mulheres de Mato Grosso

5ª Conferência Estadual de Mulheres de Mato Grosso Cenira Evangelista conta da 5ª Conferência Estadual de Políticas Públicas para as Mulheres de Mato Grosso com a responsabilidade e a emoção de quem viveu intensamente cada etapa desse processo. Realizada nos dias 13 e 14 de agosto, com o tema “Mulheres de Mato Grosso: avanços e desafios na garantia de direitos”, a Conferência foi uma iniciativa do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de Mato Grosso (CEDM-MT), que ℂ.𝔼 preside, em parceria com a Comissão Organizadora da Conferência e com o Governo do Estado de Mato Grosso. Após DEZ ANOS da realização da última Conferência, Mato Grosso retomou este espaço fundamental de diálogo democrático, de participação social e construção coletiva, integrando o processo nacional impulsionado pelo Governo Federal a partir do Edital de Chamamento da Conferência Nacional, lançado em março de 2025. Segundo ℂ.𝔼 “Um processo que reafirma que mais participação significa mais igualdade para todas, tema que guiou e atravessou toda a nossa caminhada; O processo conferencial em Mato Grosso foi antecedido por 26 conferências municipais, realizadas entre os meses de maio e agosto de 2025, fruto do trabalho dos Conselhos Municipais dos Direitos das Mulheres, em parceria com as prefeituras, nos municípios de Tangará da Serra, Lucas do Rio Verde, Campos de Júlio, Querência, Brasnorte, Vila Bela da Santíssima Trindade, Sorriso, Sinop, Barra do Garças, Rondonópolis, Colíder, Barra do Bugres, Novo Mundo, Tapurah, Comodoro, Nova Xavantina, São José do Rio Claro, Juína, Cáceres, Alta Floresta, Cuiabá, Alto Taquari, Várzea Grande, Nova Olímpia, Alta Araguaia e Marcelândia. Essas conferências elegeram delegadas que representam as mulheres de seus territórios, trazendo propostas construídas a partir das realidades locais. Essas delegadas se somaram às delegadas do CEDM-MT e às convidadas, compondo um espaço plural, potente e profundamente comprometido com a transformação social, levando à Conferência Estadual demandas, perspectivas e esperança”. “A abertura da Conferência foi um dos momentos mais marcantes para mim. Fiz essa abertura muito emocionada, refletindo sobre o tema da Conferência Nacional — “Mais participação e mais igualdade para todas” — e sobre o significado histórico de estarmos ali, depois de uma década, reafirmando que não aceitaremos retrocessos e que a democracia só é plena quando as mulheres participam das decisões”. declarou ℂ.𝔼 A abertura institucional foi apresentada pelo Secretário de Estado de Assistência Social, Klebson Gomes Haagsma (SETASC), e marcou um momento histórico para Mato Grosso com a criação, pela primeira vez em uma Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres, da Secretaria Adjunta de Políticas para as Mulheres, denominando assim Salete Moroskoski como Secretária Adjunta de Políticas para Mulheres, reafirmando avanços institucionais importantes na estrutura do Estado. A programação cultural ficou por conta dos alunos da APAE-MT, que emocionaram o público presente e reafirmaram que inclusão, sensibilidade e diversidade também são pilares das políticas públicas que defendemos. Veja também: Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres dezembro 27, 2025 Mulheres quilombolas Matogrossenses setembro 5, 2025 Afinal, quem foi Teresa de Benguela? julho 25, 2025 2ª Conferência de Mulheres na Economia Solidária maio 6, 2025 O ORÇAMENTO MULHER: Garantia de Políticas Públicas. maio 6, 2025 Expedição SER Família Mulher – MT Por Elas: abril 29, 2025 A 5ª Conferência Estadual teve como objetivo central construir, de forma coletiva e interseccional, propostas que reflitam a diversidade das mulheres mato-grossenses, fortalecendo e ampliando as políticas públicas, assegurando igualdade, democracia, representatividade, participação social e a não ocorrência de retrocessos nas conquistas históricas já alcançadas. Ao todo, foi reunido 320 participantes credenciadas, entre representantes do poder público e da sociedade civil, conselhos de direitos humanos, movimentos sociais, organizações feministas, coletivos de mulheres negras, indígenas, quilombolas, do campo, da floresta, das águas, da cidade e da academia. Foram dois dias de imersão profunda sobre o que as mulheres querem e precisam construir para as políticas públicas para as mulheres de Mato Grosso “Durante os dois dias, realizamos atividades de formação, debates, deliberações e articulação política, consolidando a Conferência como um espaço legítimo e necessário de construção de políticas públicas voltadas à equidade de gênero, à autonomia das mulheres e ao enfrentamento de todas as formas de discriminação e violência”. Afirmou ℂ.𝔼 A Conferência contou com a presença de diversas autoridades, entre elas representantes do Ministério das Mulheres, por meio da Secretaria de Articulação e Políticas para as Mulheres; Sandra Kennedy, representante do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher; Sônia, Chefe da Casa Civil do Governo do Estado; o Deputado Federal Fábio Garcia; a representante da Defensoria Pública, Dra. Maria Cecília Alves da Cunha; da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Dra. Vanessa Clementino Furtado; da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka; além de representantes do IMUNE e do SINTEP-MT, na pessoa de Henrique Lopes, entre outras autoridades estaduais e municipais que reafirmaram o compromisso institucional com as políticas públicas para as mulheres. “A 5ª Conferência Estadual de Políticas Públicas para as Mulheres de Mato Grosso foi, acima de tudo, um marco de resistência, reconstrução e esperança. Um espaço onde reafirmo que as mulheres de Mato Grosso sabem o que querem, sabem o que precisam e seguem organizadas para garantir direitos, igualdade e justiça social”. Encerrou Cenira Evangelista.
Mulheres que mudaram a HISTÓRIA de Mato Grosso

Mulheres que mudaram Mato Grosso Quando lembramos das mulheres que transformaram o Mato Grosso, revisitamos páginas da história que revelam coragem, resistência e ousadia. Um dos nomes mais emblemáticos é Teresa de Benguela, a Rainha do Quilombo do Quariterê, que liderou homens e mulheres na luta contra a escravidão, construindo um dos maiores símbolos de resistência negra do Brasil. Também se destaca Francisca de Souza, que mesmo em tempos difíceis enfrentou preconceitos e abriu espaço para outras mulheres em sua comunidade. Outra figura notável é Maria do Rosário, cuja determinação foi decisiva em movimentos sociais que ajudaram a moldar o estado. Essas trajetórias não podem ser esquecidas, porque abriram portas para que outras mulheres, em diferentes épocas, pudessem ocupar lugares de poder, voz e decisão. E se olharmos para a história recente, vemos também mulheres do povo, como as agricultoras familiares de Juscimeira, Cáceres e tantas regiões do interior, que em silêncio e trabalho árduo sustentaram famílias e comunidades inteiras. Reconhecer o passado é também honrar o presente e, sobretudo, inspirar o futuro. Elas são responsáveis por manter viva a memória de seus ancestrais e lutar diariamente por políticas que garantam dignidade, acesso à terra, saúde e educação. Dar visibilidade a essas vozes é um ato de reconhecimento e de justiça histórica. Veja também: Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres dezembro 27, 2025 5ª Conferência Estadual de Mulheres de Mato Grosso dezembro 27, 2025 Mulheres quilombolas Matogrossenses setembro 5, 2025 Afinal, quem foi Teresa de Benguela? julho 25, 2025 2ª Conferência de Mulheres na Economia Solidária maio 6, 2025 O ORÇAMENTO MULHER: Garantia de Políticas Públicas. maio 6, 2025
Liderança Feminina Atual em Mato Grosso.
Liderança Feminina Atual em Mato Grosso No cenário atual, Mato Grosso conta com mulheres que têm feito da sua própria trajetória um instrumento de transformação social. O prêmio é uma das mais importantes iniciativas de valorização e reconhecimento das mulheres que contribuem para a defesa e promoção dos direitos humanos em Mato Grosso. Sua patrona, Ruth Marques Corrêa da Costa, dedicou sua vida ao magistério, foi diretora da Escola Bernardina Rich por 19 anos, exerceu cargos de supervisão em diversas escolas da Capital e ajudou a fundar a Associação de Professores Primários de Mato Grosso, que deu origem ao SINTEP/MT. Ruth também apoiou crianças carentes e mulheres em situação de vulnerabilidade, sendo um exemplo de representatividade feminina. Mas não é apenas em grandes espaços institucionais que a liderança feminina se revela. Nomes como o de Dona Domingas, da Comunidade Quilombola de Mata Cavalo, também nos inspiram. Mulher do povo, com raízes fincadas na luta pela terra e pela preservação da cultura quilombola, Dona Domingas representa a força coletiva que brota do cotidiano. Ao lado de tantas outras lideranças invisibilizadas, ela demonstra que a mudança também nasce nos territórios, nos quintais e nas comunidades. Juntas, Roseli e Domingas mostram que a força das mulheres é múltipla, diversa e profundamente transformadora. Veja também: Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres dezembro 27, 2025 5ª Conferência Estadual de Mulheres de Mato Grosso dezembro 27, 2025 Mulheres que mudaram a HISTÓRIA de Mato Grosso setembro 18, 2025 Mulheres quilombolas Matogrossenses setembro 5, 2025 Afinal, quem foi Teresa de Benguela? julho 25, 2025 2ª Conferência de Mulheres na Economia Solidária maio 6, 2025